Dúvidas Frequentes

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Nossos engenheiros estão disponíveis para tirar todas suas dúvidas em relação ao seu projeto. Nossa atenção é para que todo o processo e nossa parceria seja um sucesso!

1) TIJOLOS E BLOCOS

O mercado oferece opções de tijolos e blocos feitos com diferentes matérias-primas e tamanhos.

Conheça, a seguir, os principais.

1.1) Tijolo comum (maciço)

a) Proporciona conforto térmico e acústico para a casa. Por outro lado, é necessário um grande número de tijolos e argamassa para se construir um metro quadrado de parede.

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b) Nesse caso, os gastos com argamassa e mão de obra são maiores. Outra característica desse tipo de material são as imperfeições dimensionais das peças.

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c) Calculo de Tijolo Comum

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Cargas com 15.000 peças
Medida: 4,5x9x19
Quantidade para metro quadrado:
90 peças (parede de 9cm)
180 peças (parede de 19cm)
Peso por peça: 1,10kg

1.2) Tijolo Baiano

a) Por não suportar cargas estruturais, só pode ser usado como vedação. É o tipo de tijolo mais barato do mercado, mas tem altos índices de quebra e produz entulho no canteiro de obras.

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b) Assim como o tijolo comum, o tijolo baiano também não tem precisão dimensional, ou seja, requer mais gastos com material de reboco e mão de obra, principalmente, na etapa de nivelamento das paredes. Mas, se omparado ao tijolo comum e ao bloco de concreto, tem desempenho térmico superior.

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c) Calculo de Tijolo Baiano

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1.3) Bloco de Concreto

a) Se comparado ao tijolo comum ou ao de solo-cimento, o bloco de concreto rende mais, porque a mão de obra executa a alvenaria mais rapidamente.

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b) É o mais resistente de todos e o desperdício causado pelas quebras do material é muito inferior ao gerado pelo tijolo baiano.

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c) Além disso, é preciso menos argamassa de assentamento e camadas mais finas de reboco, principalmente nas paredes internas.

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d) Entre todos é o que oferece menor conforto térmico.

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e) Cálculo de Bloco de Concreto Vedação

A principal característica deste bloco é a resistência mínima de 3,00MPa (três Mega Pascal). No mercado este material é encontrado com a característica aparente e rústico. Abaixo as especificações dos blocos existentes no mercado:

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As linhas grifadas em amarelo, são as dimensões de blocos mais comuns de se encontrar no mercado.

f) Cálculo de Bloco de Concreto Estrutural

A principal característica deste bloco é a resistência de 4,00MPa (Quatro Mega Pascal) e 16,00MPa (Dezesseis Mega Pascal). No mercado este material é encontrado mais comumente com a característica aparente.

Abaixo as especificações dos blocos existentes no mercado:

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1.4) Bloco de Concreto Celular (Pumex)

Concreto celular é um tipo de concreto produzido através da mistura de cimento, cal e areia (componentes comuns da argamassa) com pó de (alumínio, agente expansor),se expande formando células de ar. O resultado é um material de construção leve que pode ser usado em vedações verticais, como alternativa para reduzir a geração de entulho e o desperdício de material em geral e para um desempenho melhor com relação a conforto acústico e conforto térmico. Geralmente é usado em enchimentos e regularização de lajes.

a) Características:

• Densidade a seco: 450Kg/m3
• Para cálculo estrutural: 550Kg/ m3
• Para cálculo de Frete: 600Kg/ m3

b) Dimensões existentes:

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c) Calculo de quantidades:

Para calcular a quantidade de blocos tanto para enchimento de piso, quanto para alvenarias considerar 5,50 blocos/m2.

Quando da especificação de bloco celular para enchimento de piso, escolher o bloco que possui espessura para execução de contrapiso com no mínimo 3cm de argamassa.

2) ARGAMASSA

Segundo a NBR 13281, argamassa é a mistura homogênea de agregado miúdo (exemplo Areia), aglomerante (cimento) e água, contendo ou não aditivos ou adições, com propriedades de aderência e endurecimento, podendo ser dosada em obra ou industrializada.
As argamassas são empregadas com as seguintes finalidades:

• assentar tijolos e blocos, azulejos, ladrilhos, cerâmica e tacos de madeira;
• regularizar paredes, pisos e tetos (tapar buracos, eliminar ondulações, nivelar e aprumar);
• dar acabamento às superfícies (liso, áspero, rugoso, texturizado, etc.).

2.1) Contrapiso

É sabido que uma boa base (contrapiso de suporte) é necessária para o bom desempenho de qualquer revestimento superficial e portanto estamos compilando algumas informações necessárias para
se obter um bom contrapiso de regularização. O contrapiso é uma camada de argamassa lançada sobre uma base (laje estrutural ou lastro de concreto) para a regularização do piso. A composição da argamassa do contrapiso é de cimento e areia, traço preferencialmente 1:3 em volume, com teor de água de aproximadamente 20 litros por saco de cimento. Caso a areia esteja úmida recomendamos diminuir a quantidade de água. A espessura mínima recomendada do contrapiso deverá ser de 2,5 cm e a máxima de 7 cm. No caso de alta espessura, acima de 5 cm, recomendamos o uso de tela metálica soldada, tipo pop leve (Consultar seu Coordenador de Obras para juntos definir a tela mais adequada).

Passo a Passo:

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Após limpar a base e retirar todos os restos de argamassa, entulho, quaisquer resíduos de pó, graxas, tintas, vernizes, gesso, ceras e materiais gordurosos lavar o piso 24 horas antes de traçar as taliscas, deixando-o na condição saturado e bem hidratado. Caso existam trincas na base, existe a probabilidade desta trinca ser transferida para a superfície do revestimento e portanto tratar essas trincas com tela sintética e argamassa polimérica com adesivo tipo Bianco. Após esse procedimento fazer a transferência de nível com o auxílio de um nível de mangueira ou nível laser, a partir do nível de referência.

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Marque a altura desejada do contrapiso com uma trena.

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Sobre a superfície saturada, porém seca superficialmente (sem poças) jogue uma camada de adesivo tipo Bianco em alguns pontos onde deverão ser feitas as taliscas para o nivelamento do
contrapiso.

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Polvilhe cimento comum CP-II sobre a mistura.

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Com a ajuda de um vassourão, escove a massa. Essa mistura serve de ponte de ancoragem para se fixar as taliscas.

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Para assentamento das taliscas faça uma mistura de argamassa no traço de 1 saco de cimento CPII F de 50kg para 9 sacos de areia média/ grossa (20kg cada) e 01 balde de água com 20 litros. Obs: A quantidade de água pode depender da umidade residual da areia utilizada na obra.

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Depois de nivelar a argamassa, coloque a talisca (um pedaço de cerâmica ou madeira).

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Com o auxilio de uma trena e prevendo o caimento no sentido dos ralos, conforme o projeto, confira a altura do nível do contrapiso. Faça as outras taliscas do local.

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Com um fi o esticado, confira a altura das taliscas.

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Para uma perfeita ancoragem da argamassa do contrapiso sobre a laje, deverá ser aplicado adesivo tipo Bianco sobre a superfície onde será executado o contrapiso. Tomar cuidado para que esse líquido não seque na superfície.

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Em seguida, polvilhe o cimento sobre toda a superfície do adesivo tipo Bianco.

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Com o auxílio do vassourão, escove toda a área misturando o cimento com o adesivo tipo Bianco e espalhando sobre toda a superfície sem deixar falhas. Não espere secar esta ponte de ancoragem antes de lançar a argamassa de contrapiso para não ter interferência na adesão.

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Jogue a argamassa no ponto de farofa no traço de:

* 1 saco de Cimento CP-II F (50kg);
* 10 sacos de areia média (20kg) / grossa;
* 1 balde de água com 20 litros (caso a areia esteja úmida, reduza está quantidade);

* Este traço rende aproximadamente 188 litros ou 0,188m3, utilize este parâmetro para levantar a quantidade de materiais a serem solicitados.

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Com a ajuda de uma enxada, preencha os intervalos entre as taliscas, espalhando a argamassa em movimentos contínuos, e para que não seque rápido demais.

Obs.: A quantidade de água pode variar para menor que 20 litros dependendo da umidade residual da areia utilizada na obra. Nunca colocar mais que 20 litros (01 balde) de água no traço acima. Se a areia estiver úmida, ir adicionando água até uma boa consistência não ultrapassando 20 litros. A consistência desta argamassa deve ser de FAROFA.

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A argamassa deve ser compactada com um soquete de madeira. Esse processo deve ser feito até que a argamassa do contrapiso chegue ao nível marcado formando assim mestras que serviram para nivelamento do com o fio.

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Após compactar com um soquete, sarrafeie com movimentos de vai–e–vem, apoiando a régua de alumínio nas taliscas formando assim mestras que serviram para nivelamento do contrapiso.

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Deve-se sarrafear a sobra até que a superfície alcance o nível das faixas em todos os lados da área do contrapiso.

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Sobre as falhas e pequenos buracos, coloque um pouco de argamassa e nivele a superfície até ficar totalmente lisa.

Caso a massa pronta do contrapiso acabe e, na eventualidade de ter que fazer uma nova massa de contrapiso, é recomendado que seja cortada a massa terminada no sentido vertical, ou seja, 90º, e nesta emenda de parada de execução que seja aplicada uma mistura de adesivo tipo Bianco e cimento para promover a ponte de ancoragem na emenda de execução. Desta maneira evita-se que haja perda de adesividade entre as massadas e, consequentemente, evita-se o aparecimento de trincas futuras.

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Desempene a massa, alisando-a e dando o acabamento final no contrapiso com o auxílio de uma desempenadeira de madeira e de aço dando um acabamento aveludada e rústico para propiciar a adesão do revestimento especificado. Evitar deixar a superfície lisa tipo queimado.

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Um dia após o término de todo o contrapiso, proceder com a cura no contrapiso com o auxílio de uma desempenadeira de correta cura úmida, molhando-o com água 3 vezes ao dia por no mínimo 3 dias e/ou cobrir com lona plástica garantindo que a superfície fi que sempre úmida.Recomendamos, após este processo de cura úmida, que sejam feitas juntas serradas com auxílio de disco de makita para se criar pontos de alívio de tensão no contrapiso e evitar as indesejadas trincas. A localização destas juntas serradas deverá estar de acordo com o projeto do piso final. Depois de aproximadamente 10-15 dias o contrapiso já estará pronto para receber o revestimento final.

2.1) Chapisco

O chapisco é uma etapa intermediária entre a alvenaria e o reboco das paredes. Ele tem a função de aumentar a aderência das paredes para receber o reboco. As paredes devem ser chapiscadas porque os tijolos cerâmicos ou blocos de concreto tem superfícies muito lisas, não permitindo que a argamassa de reboco venha a aderir nas paredes.

O chapisco tem um traço 1:3 chamado de forte, ou seja, com grande quantidade de cimento. Em alguns casos, quando precisamos de um chapisco bem aderente e forte para receber o reboco utilizamos aditivos a base de resinas sintéticas de alta aderência como o Bianco da Vedacit ou SikaChapisco da Sika dissolvidos em água na relação de 1:2.

Recomendações:

Antes de aplicar o chapisco sobre as paredes elas devem estar limpas, livres de restos de óleos, tintas, graxas e desmoldantes para que o chapisco tenha perfeita aderência.

Dica 1: As superfícies de vigas e pilares devem ser lavadas com jato de alta pressão para retirar os restos de desmoldantes.

Não aplique o chapisco em dias com temperaturas acima de 30°C. Em dias mais quentes e paredes expostas ao sol molhe-as antes.

Veja o passo a passo:

1. Preparo da argamassa: prepare a argamassa para chapisco com o traço de 1:3 (01 parte de cimento para 03 partes de areia média) mais aguado. Se for usar aditivo aplique-o no momento que estiver rodando a massa;

2. Aplique com a colher de pedreiro na parede formando uma superfície “arrepiada” uniforme e regular com espessura entre 3,0mm a 5,0mm;

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3. Deixe curar pelo menos 03 dias para iniciar o reboco por cima do chapisco.

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3) REBOCO

O reboco é a aplicação de argamassa de cimento e areia nas paredes de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto e tem a função de formar uma superfície impermeabilizante resistente a água; uma superfície lisa para receber acabamentos como tintas, texturas, papéis de parede; confere acústica e propriedades térmicas proporcionando conforto ambiental (ambiente com temperatura mais amena que o meio externo).

O reboco externo tem uma espessura média de 20mm ou 2cm. Já o reboco interno tem uma espessura média de 15mm ou 1,5cm. Entretanto para conseguir essas espessuras a alvenaria tem que ter sido executada com qualidade em relação a prumo, alinhamento, esquadro e qualidade dos tijolos ou blocos.

Lembre-se: Antes de aplicar o reboco nas paredes elas já devem ter sido chapiscadas.

Vejam abaixo como executar o reboco, passo a passo:

1. Executar as mestras do reboco: as mestras que vão definir a espessura do reboco e guiar o sarrafeamento da parede;

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2. Rodar o traço de argamassa de reboco: na betoneira rodar o traço de argamassa de reboco 1:6, sendo: para cada saco de cimento pode-se utilizar 20 sacos de areia de 20kg.

Dica 1: É importante usar algum aditivo plastificante de argamassa de reboco ou aditivo que substitiu a cal, exemplo Vedalit, . Geralmente usa-se de 50ml a 100ml por saco de cimento,

3. Aplique a argamassa na parede: com o auxílio da colher e desempenadeira de pedreiro, seguindo a espessura das mestras.

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4. Deixe a argamassa “puxar”. Isso, nada mais é que, deixar a massa descansar para que ela perca um pouco de água para você conseguir sarrafear a massa.

Dica 2: Geralmente a massa demora de 45min a 60min para puxar, dependendo do clima: está sol forte? Está nublado? A parede está sob sombra de árvore? Está úmido?

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Dica 3: se você der o acabamento na massa “verde”, ou seja, que ainda não deu pega, o reboco vai trincar todo.

5. Sarrafear a massa: após a massa puxar inicie o sarrafeamento com a régua de alumínio, inicie o sarrafeamento de cima para baixo seguindo as mestras e cruzando a régua entre as mestras para que o pano de reboco fi que no prumo e bem acabado;

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6. Desempenar a massa: com a desempenadeira de pedreiro inicie o desempeno e acabamento da massa em movimentos circulares retirando os excessos que a régua de alumínio não conseguir retirar. Com a trincha jogue um pouco de água nos pontos aonde a massa já está mais dura e difícil de passar a desempenadeira. Faça isso até que o reboco fique liso e bem acabado.

Dica 4: no encontro de uma massa de reboco velho com o reboco novo desempene a massa no sentido do reboco velho para o novo. O objetivo é ter uma emenda de massas bem feita, sem marcas;

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Em alguns casos é possível a utilização de argamassa pronta, no mercado existem vários fabricantes e produtos, exemplo:

• Votomassa Assentamento e Revestimento, saco 20kg – Votorantim
• Reboquit, saco 20kg – Weber
• Supermassa, saco 20kg – Fortaleza

O rendimento das argamassas industrializadas é de aproximadamente 17kg/m2 para cada 1cm de espessura de argamassa.

* Para assentamento de blocos e tijolos é possível utilizar o mesmo traço do reboco aqui demonstrado.

4) ARGAMASSA ASSENTAMENTO

pisos / revestimentos

A argamassa colante industrializada é um produto prático, seguro, constante e por isso muito superior à argamassa preparada na obra. Para cada local de uso existe um tipo de argamassa. Desta forma citaremos algumas especificações desses produtos:

Argamassa ACI

Indicada para assentamento de cerâmicas com absorção a partir de 6% em pisos e paredes em ambientes internos e terreos. Não se recomenda: para áreas externas, lajes internas e externas, saunas, piscinas, estufas, churrasqueiras, pisos aquecidos, câmaras frias, porcelanatos, mármore, granitos, pedras ornamentais, bases pintadas, com fungos ou impermeabilizantes, fachadas ou qualquer outra superfície que venha a prejudicar a sua aderência ou exija flexibilidade. Usar somente em ambientes internos e térreos, utilizar sempre camada dupla (aplicar no chão e na peça cerâmica) quando as peças a serem assentadas forem maiores que 30×30.

Argamassa ACII Cinza

É especialmente indicada para assentamento de porcelanatos até 60x60cm e grés, exclusivamente, em ambientes internos e externos, para assentamento de demais placas cerâmicas, mármores, granitos, pedras ornamentais, em ambientes internos e externos em pisos e paredes, em locais do tipo piscinas até 50.000 litros, saunas úmidas, lajes e áreas externas em geral. Não se recomenda para: fachadas, piscinas com mais de 50.000 litros, churrasqueiras, câmaras frigoríficas, lareiras, superfícies pintadas, enceradas, úmidas e com fungos, ardósia ou qualquer outra superfície que venha prejudicar a sua aderência. Utilizar sempre camada dupla (aplicar no chão e na peça cerâmica) quando as peças a serem assentadas forem maiores que 30×30.

Argamassa ACII Branca

É especialmente indicada para assentamento de porcelanatos de até 60x60cm, grês e demais placas cerâmicas brancas e de cores claras evitando manchas em ambientes internos e externos em pisos e paredes e em locais do tipo piscina até 50.000 litros, saunas úmidas, lajes e áreas externas em geral. Não se indica para fachadas, piscinas com mais de 50.000 litros, churrasqueiras, câmara frigoríficas, lareiras e superfícies pintadas, enceradas, úmidas e com fungos, ardósia ou qualquer outra superfície que venha a prejudicar a aderência. Utilizar sempre camada dupla (aplicar no chão e na peça cerâmica) quando as peças a serem assentadas forem maiores que 30×30. Tirar o excesso de argamassa ao iniciar o processo de rejuntamento, aguardar 72 horas após o assentamento para iniciar o rejuntamento.

Argamassa ACIII Cinza

É especialmente indicada para o assentamento em fachadas, porcelanatos maiores que 60x60cm, grés, mármores, granitos, pastilhas de porcelana ou vidro, cerâmicas ou pedras ornamentais em geral, em ambientes internos e externos. Indicada para pisos, paredes, fachadas (revestimentos até 20x20cm), piscinas, saunas úmidas, lajes, ambientes com alta exigência física (edifícios comerciais, metrôs, shoppings, hipermercados e ambientes similares). Pode ser utilizada para aplicação de revestimentos externos de churrasqueiras, fogão a lenha e lareiras, desde que executados com tijolos maciços de barro. Não indicada para: superfícies pintadas, enceradas, úmidas e com fungos, ardósia ou qualquer outra superfície que venha a prejudicar a aderência. Não deve ser utilizada em câmaras frigoríficas, interiores de churrasqueiras, fogão a lenha e lareiras.

Argamassa ACIII Branca

Indicada para assentamento de mármores e granitos brancos (e de outras cores) evitando manchas. Para porcelanatos acima de 60×60, grés, pastilhas de vidro e porcelana, cerâmicas e pedras ornamentais em geral em ambientes internos e externos. Indicada para pisos, paredes, fachadas (revestimentos até 20x20cm), piscinas, saunas úmidas, lajes, ambientes com alta exigência física (edifícios comerciais, metrôs, shoppings, hipermercados e ambientes similares). Pode ser utilizada para aplicação de revestimentos externos de churrasqueiras, fogão a lenha e lareiras, desde que executados com tijolos maciços de barro. Não indicada para: superfícies pintadas, enceradas, úmidas e com fungos, ardósia ou qualquer outra superfície que venha a prejudicar a aderência. Não devem ser utilizadas em câmaras frigoríficas, interiores de churrasqueiras, fogão a lenha e lareiras.

Argamassa Piso sobre Piso

Indicada para o assentamento de cerâmicas e pedras ornamentais com absorção de água entre 0 e 20% sobre outras bases ou revestimentos existentes, como: cerâmicas esmaltadas, revestimentos vitrifi cados, porcelanatos, mármores, granilite, etc (exceto ardósia). Pode ser colocado em partes externas de churrasqueira, fogão a lenha e lareiras. Não devem ser utilizados em ambientes com temperatura constante menores que 10º C e maiores que 70ºC.

Argamassa para Pastilha

Argamassa mineral para assentamento e rejuntamento simultâneo para pastilhas de vidro, porcelana e cerâmica. Indicada para ambientes internos e externos em juntas de 2 a 6 mm, sendo também indicada para fazer também somente o rejuntamento.

5) IMPERMEABILIZAÇÃO

O que é impermeabilização

É uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel contra ação de águas que podem ser de chuva, de lavagem, de banhos ou de
outras origens.

Existem vários processos de impermeabilização no mercado, porém em nosso dia a dia utilizamos comumente 3 tipos, em nossa cartilha iremos tratar do sistema de manta asfáltica, manta líquida e o de produtos cimentícios.

a) Manta Asfáltica

A manta asfáltica é utilizada com maior frequência, pois existem diversas opções específi cas para cada tipo de ambiente. Em geral, as mantas asfálticas podem ser utilizadas em lajes de qualquer tamanho e que sejam áreas de tráfego de pessoas. Além disso, podem ser usadas também na impermeabilização de baldrames, varandas, terraços, estacionamentos e, até mesmo, de áreas de tráfego de carros pesados. Lembrando que, para cada área, há um tipo de manta asfáltica adequada.

Existem vários tipos de manta, abaixo fazemos um breve relato dos tipos e aplicação:

1) Manta asfáltica comum:

Manta asfáltica produzida a partir da modifi cação física do asfalto com polímeros (plastoméricos PL / elastoméricos EL), estruturada com não-tecido de fi lamentos contínuos de poliéster previamente estabilizado. Disponível nas espessuras de 3, 4 e 5 mm.

1.1) Utilização

Espessura 3 mm: varandas, terraços e lajes maciças de pequenas dimensões, lajes sob telhados, calhas, espelhos d’água elevados de pequenas dimensões e barriletes.

Espessura 4 mm: lajes térreas, lajes de cobertura, playground, laje de estacionamentos, vigas calhas, reservatórios elevados de concreto, piscinas elevadas, espelhos d’água elevados, rampas, cortinas em contato com o solo (face externa).

Espessura 5 mm: lajes pré-moldadas, lajes de estacionamentos, rampas, helipontos e heliportos, piscinas elevadas e cortinas (face externa).

2) Manta asfáltica anti raiz:

Manta asfáltica produzida a partir da modificação física de asfaltos com polímeros (plastoméricos PL / elastoméricos EL). Estruturada com não-tecido de fi lamentos contínuos de poliéster previamente estabilizado. Possui em sua composição exclusivo herbicida atóxico, inibidor do ataque de raízes.

Disponíveis nas espessuras de 3 mm e 4 mm.

2.1) Utilização

Antiraiz 3 mm: fl oreiras e cortinas em contato com o solo (face externa).

Antiraiz 4 mm: lajes jardineiras, cortinas em contato com o solo (face externa).

3) Manta asfáltica ardosiada:

Manta asfáltica produzida a partir da modificação física do asfalto com polímeros plastoméricos (PL) que conferem à manta asfáltica excelente performance de desempenho quanto à flexibilidade, durabilidade e resistência, em altas e baixas temperaturas, garantindo assim a perfeita impermeabilidade da área onde foi utilizada.

Apresenta-se estruturada com não-tecido de filamentos contínuos de poliéster agulhado ou véu de fibra de vidro especial, ambos com elevada estabilidade dimensional.

Possui na face externa pequenas escamas de ardósia natural ou grânulos minerais que protegem a manta do intemperismo e proporcionam um exclusivo acabamento superficial.

3.1) Utilização

As mantas asfálticas da linha Ardosiada são autoprotegidas, indicadas como sistema impermeabilizante com acabamento final de coberturas não transitáveis, dispensando a camada de argamassa de proteção mecânica.

É o sistema ideal para impermeabilização de coberturas com inclinações não superiores a 30%, tais como: sheeds, cúpulas, abóbadas, vigas de diferentes formatos, etc.

Utilizada como elemento de tratamento de juntas de calhas pré-moldadas, impermeabilização de marquises, beirais, lajes de cobertura sem trânsito, como guaritas, depósitos de gás, etc.

Recomendável para áreas industriais, oferecendo grande facilidade de aplicação e manutenção, caso sejam necessárias mudanças de tubulações.

Disponível na espessura de 3 mm, atingindo aproximadamente 4 mm com a camada de ardósia.

4) Fabricantes de manta asfáltica

Abaixo apresentamos alguns fabricantes de manta asfáltica:

• Viapol;
• Denver;
• Otto Baumgart;
• Ciplak;
• Lwart.

5) Metodo de aplicação de mantas asfálticas

Impermeabilização com Manta Asfáltica

a) A superfície deve estar seca, fi rme, sem trincas ou saliências, retirando todos os elementos estranhos presentes na superfície a ser impermeabilizada, tais como: madeira, ferros, graxa,óleos, resíduos de desmoldante, etc;

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b) Verificar todas as tubulações que fi carão entre a superfície e a impermeabilização. Manter um recobrimento mínimo de 2 cm para tubulações embutidas e 10 cm de afastamento mínimo entre tubulações;

c) Evitar emendas nas tubulações passantes;

d) Cuidados redobrados com conduites plásticos ou tubulações de PVC, pois são frágeis na presença do maçarico;

e) Nos rodapés, a manta fi cará embutida na alvenaria ou concreto, para isso, o encaixe é de no mínimo 3 cm, com altura mediante projeto, sendo os cantos arredondados (meia-cana);

f) Caimento mínimo de 1% em direção aos coletores, os quais devem ser dimensionados mediante projeto de hidráulica e visando o perfeito arremate da manta.

Imprimação:

Após os preparos, toda a superfície sobre a qual será aplicada a manta, inclusive os ralos e paredes laterais, tem de ser imprimada com uma a duas demãos de primer asfáltico. A manta pode ser colada após 6 horas, no mínimo, da aplicação, dependendo das condições de temperatura e ventilação do local. Manter o ambiente ventilado durante a aplicação e secagem.

Aplicação da Manta Asfáltica:

a) Posicionar os rolos da manta de forma alinhada e obedecendo o requadramento da área.

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b) A colagem da manta deve ser iniciada pelos ralos e coletores de água, vindo no sentido das extremidades, obedecendo o escoamento da água. (Verifique detalhe de ralos).

c) A aplicação da manta é feita aquecendo-se a superfície da manta e do substrato. Logo que o plástico de polietileno (filme antiaderente) encolher e o asfalto brilhar, deve-se colar a manta asfáltica. É importante certifi car-se de que não há bolhas de ar embaixo da manta.

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d) A 2ª bobina da manta deve sobrepor a 1ª (transpasse) em 10 cm, no mínimo.

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e) A fim de evitar qualquer infiltração, é necessário que seja feito, após a colagem das mantas, o reaquecimento das emendas dando o acabamento. Este serviço “biselamento”, aquece a colher de pedreiro e alisa as emendas, exercendo leve pressão sobre a superfície da manta asfáltica.

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f) Nas superfícies verticais, em 1º lugar, deve-se levar a manta do piso até cobrir parte da meia cana. Depois, colar outra manta, fazendo a parte do rodapé e descendo no piso 10 cm (transpasse). O trecho do rodapé fi ca com manta dupla. Nas paredes, estruturar a argamassa com tela galvanizada ou plástica, malha 1/2 a 1”.

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g) Fazer o teste com lâmina de água, no mínimo, 72 horas.

h) Colocar camada separadora: papel kraft.

i) Lançar a argamassa para proteção mecânica, com espessura de no mínimo 3 cm ou conforme especifi cação de projeto, visando intensidade de tráfego e demais solicitações impostas à estrutura/impermeabilização. Prever juntas de trabalho.

j) Observar, atentamente, as regras de segurança do uso do maçarico. Contratar mão de obra especializada.

Detalhe de Ralos: 1) Com o maçarico, aplicar a manta asfáltica descendo cerca de 10 cm na parte interna do ralo e deixando cerca de 10 cm para fora, o qual será cortado com um estilete. As tiras serão coladas sobre a imprimação.

2) Sobrepor um pedaço de manta em toda a extensão do ralo e cortar em forma de “pizza” a área correspondente ao diâmetro do ralo, a qual será colada no interior do tubo.

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3) A grelha deve obrigatoriamente ser fixada na proteção mecânica.

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b) Manta Líquida

A manta líquida é uma solução de fácil aplicação e supera a manta asfáltica neste quesito. Ela pode ser aplicada como pintura e possuem secagem rápida (de 2 a 3 horas), o que agiliza a finalização do trabalho. Além disso, a manta pode ser aplicada a frio e é resistente aos rigores do tempo.

No mercado existem vários produtos e fabricantes de manta líquida, abaixo apresentamos alguns:

• Produto: Vedalage Plus – Manta Líquida, fabricante Viapol;
• Produto: Manta Líquida, fabricante Bautech (Mset é a mesma produto/empresa);
• Produto: Vedapren Fast, fabricante Otto Baumgart;

1) Campos de aplicação

• Na impermeabilização de terraços, varandas, pisos, banheiros, cozinhas, piscinas suspensas, caixas d’água e baldrames;
• Locais com presença de fissuras;
• Reparos com vazamentos localizados, em conjunto a outros sistemas de impermeabilização;
• Em telhados de fi bro cimento e concreto com ou sem a utilização de reforço têxtil (telas ou geotecido)
• Indicado para áreas comerciais ou residenciais.

2) Método de aplicação de manta líquida

Na primeira demão de aplicação fazer uma diluição da Manta Líquida com água para proporcionar maior aderência ao concreto ou argamassa.

Misturar 1 volume do produto com igual quantidade de água (diluição de 1:1).

Aplicar a primeira demão do material diluído conforme consta no item anterior.

Aplicar o Manta Líquida com trincha, rolo de pintura, rolo de lã de pelo curto ou vassoura de pelo, aguardar a secagem. O tempo de secagem entre demãos esta compreendido entre 2 a 3 horas, dependendo das condições climáticas e da ventilação do local.

Aplicar a segunda e demais demãos do Manta Líquida sem diluição até atingir o consumo previsto pelo fabricante para o local a ser impermeabilizado.

A aplicação deverá ser em sentido cruzado e assim sucessivamente.
Aguardar a cura do produto por no mínimo 3 dias antes do teste de estanqueidade de 72hs. (Para lajes).

Em bocas de ralo, meia canas e locais fissurados recomenda-se reforçar a impermeabilização com tela de poliéster malha 2mm x 2mm.

Quando da utilização da tela de poliéster de reforço, proceder da seguinte forma:

Aplicar a primeira demão do produto diluído Manta Líquida que terá a função de imprimação;

Aplicar a segunda demão sem diluição, e com a Manta Líquida ainda úmido estender a tela de reforço para que ela fi que impregnada no material;

Aplicar as demais demãos de modo a cobrir completamente a tela com o produto.

Os locais impermeabilizados com o Manta Líquida podem ser revitalizados com a aplicação de novas demãos de reforço após algum tempo de uso, aumentando a durabilidade do sistema impermeabilizante.

c) Impermeabilização com argamassa de cimentos poliméricos.

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A facilidade de aplicação e o menor custo comparado a outros produtos torna a argamassa polimérica um dos sistemas de impermeabilização rígidos mais empregados nas obras brasileiras. A solução é indicada para conter a umidade e evitar infiltrações em estruturas sujeitas a pouca ou nenhuma movimentação, caso de cortinas de contenção, reservatórios enterrados (incluindo piscinas), cisternas, baldrames, rodapés e subsolos, além de áreas frias, como banheiros, lavabos, cozinhas e áreas de serviço.

Produzida industrialmente, a argamassa polimérica é composta por cimento, agregados minerais inertes, polímeros acrílicos e aditivos. Uma vez misturados no canteiro e devidamente aplicados, esses componentes formam um revestimento durável, com propriedades impermeabilizantes e elevada resistência mecânica.

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1. Substrato

A estrutura a ser impermeabilizada deve estar limpa, sem partes soltas ou desagregadas. Também precisa estar úmida, para facilitar a aderência da argamassa polimérica. Eventuais trincas e fi ssuras devem ser tratadas antes da impermeabilização.

2. Argamassa polimérica

Pode ser aplicada com trincha, como pintura, mas sempre em camadas regulares. A quantidade de demãos é indicada pelo projeto de impermeabilização. No momento da execução, é fundamental que o intervalo entre demãos para a cura do impermeabilizante seja respeitado.

3. Tela de poliéster

É aplicada em áreas críticas, como no entorno de ralos, para reforço. A tela deve sempre ser colocada entre camadas de argamassa polimérica.

4. Argamassa polimérica

Para desempenho adequado, é fundamental que a tela seja completamente recoberta com o impermeabilizante.

5. Proteção mecânica

Passado o período de cura, é recomendável a execução de uma camada de argamassa sobre a impermeabilização concluída para proteção mecânica.

6. Revestimento

Após a impermeabilização, a superfície pode receber diferentes tipos de revestimento, desde pintura até placas cerâmicas.

Quando da aplicação de pisos e/ou porcelanatos diretamente sobre impermeabilização polimérica, utilizar argamassa tipo AC II ou AC III.

7. Componentes

Argamassas poliméricas são compostas por cimento, agregados minerais inertes, polímeros acrílicos e aditivos que formam um revestimento impermeável. São produtos encontrados no mercado na versão bicomponente, sendo uma parte em pó (cimento e agregados minerais) e outra parte líquida (polímero). Antes da aplicação, esses produtos devem ser devidamente misturados e homogeneizados.

7. Produtos mais Utilizados

7.1. Viaplus 1000

Revestimento impermeabilizante, semiflexível, bicomponente (A+B), à base de cimentos especiais, aditivos minerais e polímeros de excelentes características impermeabilizantes. Tem ótima aderência e excepcional resistência mecânica. É testado sob os mais rigorosos controles de qualidade, sendo o único que resiste a até 60 m.c.a.- metros de coluna d’água.

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7.1.1 Utilização

Por se tratar de um produto semifl exível, Viaplus 1000 é indicado para impermeabilização de subsolos, cortinas, poços de elevadores, muros de arrimo, baldrames, paredes internas e externas, pisos frios em contato com o solo, reservatório de água potável (não elevado), piscinas em concreto enterradas e estruturas sujeitas a infi ltração do lençol freático. Indicado também como revestimento para ser utilizado antes do assentamento de pisos cerâmicos, evitando a ação de umidade proveniente do solo.

Produtos similares:

• Produto Vedatop, fabricante Otto Baumgart;
• Produto Sikatop 107, fabricante Sika;
• Produto Tecplus Top, fabricante Anchortech Quartzolit;
• Produto Denvertec 100, fabricante Denver;

7.2. Viaplus 5000

Impermeabilizante à base de resinas termoplásticas e cimentos aditivados que em composição, resultam em uma membrana de polímero modifi cado, com cimento de excelentes características de resistência e impermeabilidade.

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7.2.1. Utilização

Por se tratar de um produto fl exível, Viaplus 5000 é indicado para impermeabilização de torres de água e reservatórios de água potáveis, elevados ou apoiados de estrutura de concreto armado.

Produtos similares:

• Produto Vedatop Flex, fabricante Otto Baumgart;
• Produto Sikatop Flex, fabricante Sika;
• Produto Tecplus Flex, fabricante Anchortech Quartzolit;
• Produto Denvertec 540, fabricante Denver;

5) PINTURA

Pintura é a técnica de empregar pigmento a uma superfície, para colori-la, dando-lhe matizes, tons e texturas. Mais especificamente é a arte de pintar uma superfície, como papel, tela ou uma parede.

É uma mistura estável entre pigmentos e cargas dispersos numa resina líquida, que ao ser estendida numa fi na película forma um filme aderente ao substrato com a finalidade de cobrir, proteger e embelezar.

Em nosso segmento específico temos principalmente três aplicações de pintura:

• Pintura sobre parede / forro de alvenaria;
• Pintura sobre parede / forro de gesso;
• Pintura sobre aços (escadas, corrimãos, tubulação, etc.);
• Pintura sobre madeira (portas, escadas, corrimãos, etc.);

Também temos as pinturas menos aplicadas no nosso dia a dia:

• Pintura de piso industrial;
• Pintura de piso externo;

Principais Características de uma Tinta

1. Estabilidade
Ao abrir uma embalagem de tinta, esta não deve apresentar excesso de sedimentação, coagulação, empedramento, separação de pigmentos, tal que não possa tornar-se homogênea através de uma simples agitação, possibilitando que o usuário não encontre dificuldade em utilizá-lo. Ressaltando que a tinta não deve apresentar odor pútrido e nem exalar vapores tóxicos.

2. Aplicabilidade
A tinta, após diluição específica na embalagem, deve espalhar-se facilmente, de maneira que o rolo ou pincel deslize sobre a superfície, apresentando um aspecto uniforme.

3. Rendimento e Cobertura
O rendimento é área acabada por quantidade de produto aplicado determinada, podendo ser expressa em m2/L ou m2/Kg. A cobertura é a propriedade da tinta que, ao revestir o substrato no qual foi aplicada, proporciona opacidade. A cobertura pode ser verificada tanto no filme úmido quanto no filme seco. Quanto melhor o resultado desses dois itens, melhor o resultado final obtido com a tinta.

4. Durabilidade
Refere-se à resistência que uma tinta apresenta contra a ação das intempéries (sol, chuva, maresia, etc.). A tinta com maior durabilidade é aquela que demora mais tempo para sofrer alterações em sua película, mantendo suas propriedades originais de proteção e embelezamento, quando aplicada sob as condições normais de uso.

5. Lavabilidade
Lavabilidade é a capacidade da tinta em resistir à limpeza com produtos de uso doméstico, tais como sabão, detergente e outros, possibilitando a remoção de manchas sem afetar a integridade da película.

6. Secagem
Secagem é o processo pelo qual uma tinta em seu estado líquido se converte em uma película sólida.

7. Nivelamento
Nivelamento é a propriedade que a tinta possui de formar uma película uniforme, sem deixar marcas de aplicação.

8. Alastramento
É a capacidade do revestimento de, ao ser espalhado, distribuir-se formando um película homogênea e uniforme.

Recomendações Importantes para Pintura
Manter a embalagem fechada e não reutilizá-la. Armazenar a tinta em local coberto, fresco, ventilado e longe de fontes de calor. Manter fora do alcance de crianças e animais.

Manter o ambiente ventilado durante a aplicação, preparação e secagem. Recomendamos o uso de óculos de segurança, luvas e máscara protetora.

Em caso de contato com a pele e os olhos, lavar com água corrente por 15 minutos. Em caso de inalação, afaste-se do local. Se ingerido, não provocar vômito. Procurar auxilio médico levando a embalagem do produto.

LIMPEZA: Para obter maior remoção de sujeira e manter o aspecto original da pintura, utilizar pano ou esponja macia e detergente neutro com água. Em seguida, limpar com pano umedecido com água.

Ferramentas de Pintura

Rolos de lã de carneiro ou lã sintética
Utilização: Aplicação de tintas à base d’água, látex PVA, vinil-acrilícas e acrílica.

Limpeza: Lavar com água e sabão ou detergente.

Rolos de lã para epóxi:
Utilização: Aplicação de tintas à base de resina epóxi, acrílica acetinada e semibrilho.

Limpeza: Limpeza tinta acrílica: Lavar com água e sabão ou detergente.

Limpeza tintas epóxi: Diluente para epóxi.

Rolos de espuma:
Utilização: Aplicação de esmaltes, vernizes, tintas a óleo e complementos.

Limpeza: Lavar com águarráz e depois com água e sabão ou detergente.

Rolos de espuma rígida:
Utilização: Aplicações de produtos texturizados.

Limpeza: Lavar com água e sabão ou detergente.

Espátulas:
Utilização: São normalmente usadas para aplicação de massas em pequenas áreas e remoção de tintas.

Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula e lavar com água, não esquecendo de enxugar logo com um pano para evitar ferrugem.

Desempenadeira de Aço:
Utilização: Usadas para aplicar massa corrida e massa acrílica em grandes superfícies.

Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula e lavar com água, não esquecendo de enxugar logo com um pano para evitar ferrugem.

Desempenadeira de Plástico:
Utilização: Aplicação de massa corrida, massa acrílica e textura.
Limpeza: Tirar o excesso de massa com uma espátula, lavar com água.

Bandejas ou caçambas para pintura:
Utilização: Têm a função de acondicionar a tinta durante sua aplicação facilitando a transferência da tinta para a ferramenta (rolo ou pincel).

Limpeza: Para produtos a base de água, tirar o excesso e lavar com água. Para produtos a base de solvente Águaráz, lavar com o próprio solvente.

Revólver ou pistola de pintura:
Utilização: Aplicação de esmaltes, vernizes e tintas a óleo. A mais utilizada é a de pressão.

Limpeza: Para produtos a base de água, tirar o excesso e lavar com água.

Para produtos a base de solvente Águaráz, lavar com o próprio solvente.

Lixas:
Utilização: É usada para eliminar pequenas imperfeições da superfície, aumentando a aderência da tinta.

Escovas de aço:
Utilização: Eliminar partes soltas ou mal aderidas à superfície a ser pintada.

Pistola ou revolver de pintura:
Utilização: Aplicação de esmaltes e vernizes.

CÁLCULO DA QUANTIDADE DE TINTA

O fabricante informa nas especificações técnicas dos produtos o rendimento dos mesmos.

Essas informações estão disponíveis tanto em suas embalagens quanto no seu manual técnico de pintura. Contudo, alguns elementos podem intervir nos cálculos, alterando seus parâmetros, como, por exemplo, o estado da superfície e a técnica a ser empregada pelo aplicador.

Em função dessas variantes, a fórmula abaixo orienta de forma básica um cálculo aproximado da quantidade de tinta a ser utilizada no serviço.

A área total é a medida de todas as superfícies que serão pintadas e pode ser obtida com as seguintes fórmulas:

CÁLCULO DA ÁREA
Teto: Comprimento x Largura
Paredes: Altura x Largura da Parede

CÁLCULO DA QUANTIDADE DE TINTA
Área total X n.º de demãos / rendimento por
galão=Quantidade de produtos

Observação: Áreas das janelas ou portas, caso não venham a ser pintadas, devem ser subtraídas da área total.

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5.1) Preparação de parede / piso, ferros e madeira para Pintura

Lixar:
Quando lixamos uma superfície, removemos as partes soltas e promovemos na mesma uma maior aderência para o produto que será aplicado em seguida.

Limpar:
A limpeza deve ser feita com um pano umedecido para remover a poeira da superfície e garantir aderência do produto que será aplicado sobre a mesma.

Observações:

a) A superfície deve estar firme, limpa, seca, sem poeira, gordura, sabão ou mofo.

b) Partes soltas ou mal aderidas devem ser eliminadas, raspando-se ou escovando-se a superfície.

c) Profundas imperfeições da parede devem ser corrigidas com reboco.

d) As imperfeições rasas da superfície devem ser corrigidas com Massa Acrílica (reboco externo) ou com Massa Corrida (reboco interno).

e) Manchas de gordura ou graxa devem ser eliminadas com água e detergente.

f) Partes mofadas devem ser lavadas com uma solução 1:1 de água sanitária. Em seguida, enxaguar a superfície.

g) Deve-se eliminar qualquer espécie de brilho, usando-se uma lixa de grana adequada.

5.2) Fundo preparador

Selar:
O uso do selador uniformiza a absorção da superfície e promove uma maior aderência, além de melhorar signifi cativamente o rendimento do produto que será aplicado.

No Gesso é recomendado tinta para gesso que é indicada para aplicação direta sobre gesso e placas de gesso comum ou acartonado (drywall). Quando usada como fundo sobre gesso, permite a aplicação de tintas Látex PVA e Acrílicos. Seu acabamento fosco e uniforme possui ótima aderência sobre estas
superfícies.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros

Rendimento: Aprox. 200m2 / demão (18L)

Secagem entre demãos: 4 horas

5.3) Massa Corrida PVA

É indicada para nivelar e corrigir imperfeições de superfícies internas (não molháveis) de reboco, gesso, fibrocimento, concreto aparente, blocos de concreto e paredes pintada com PVA ou acrílico, propiciando um acabamento liso. É um produto de fácil aplicação e secagem rápida, permitindo uma boa aderência e resistência e fácil lixabilidade.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros / Litro 0,900 ml

Rendimento: Aprox. 60m2/demão fi na ou 30m2/ demão grossa (18L)

Secagem entre demãos: 3 horas

5.4) Massa Corrida Acrílica

É indicada para nivelar e corrigir imperfeições de superfícies externas e internas de reboco, gesso, fibrocimento, concreto aparente, blocos de concreto e paredes pintada com PVA ou Acrílico, propiciando um acabamento liso. É um produto de fácil aplicação e secagem rápida, permitindo uma boa aderência e
resistência ao intemperismo.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros / Litro 0,900 ml

Rendimento: Aprox. 60m2/demão fi na ou 30m2/demão grossa (18L)

Secagem entre demãos: 4 horas

5.5) Tinta látex PVA

É uma tinta com ótima cobertura e resistência às intempéries.
Além disso, quando de seu acabamento fosco 100% acrílico possui proteção inigualável contra a ação do sol, da poluição e demais intempéries. É especialmente indicado para pinturas de áreas internas, sobre superfícies de reboco, e sobre Massa.

Auxilia o combate à infiltração, de fora para dentro. Se houver umidade interna esta deverá ser eliminada antes da aplicação da tinta.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros / Litro 0,900 ml

Rendimento: Aprox. 250m2/demão (18L)

Secagem entre demãos: 4 horas

5.6) Tinta látex Acrílica

É uma tinta com ótima cobertura e resistência às intempéries. Além disso, quando de seu acabamento fosco 100% acrílico possui proteção inigualável contra a ação do sol, da poluição e demais intempéries. É especialmente indicado para pinturas e repinturas em áreas externas e internas, sobre superfícies de reboco, e sobre Massa.

Auxilia o combate à infiltração, de fora para dentro. Se houver umidade interna esta deverá ser eliminada antes da aplicação da tinta.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros / Litro 0,900 ml

Rendimento: Aprox. 250m2/demão (18L)

Secagem entre demãos: 4 horas

5.7) Tinta esmalte sintético

É indicado para a pintura de madeira, ferro, alumínio e galvanizados. É um produto de fácil aplicação, bom alastramento, boa aderência e ótima homogeneidade. Acabamentos: Brilhante e Acetinado (área externa e interna) – Fosco (somente em áreas internas) – Transparente (áreas externas e internas de madeira).

Embalagens: Galão 3,6 litros / Litro 0,900 ml / 0,225ml / 0,112 ml

Rendimento: Aprox. 50m2/demão (3,6L)

Secagem entre demãos: 8 horas

5.8) Tinta esmalte base de água

É um produto indicado para embelezar e proteger superfícies de metal e madeira. É à base de água, oferecendo baixo odor e grande facilidade de limpeza, já que dispensa o uso de aguarráz. Indicado para superfícies externas e internas de madeiras, metais ferrosos, galvanizados, alumínio e PVC. É um produto de secagem rápida, fácil aplicação, bom alastramento e aderência. Oferece resistência a fungos, além de não amarelar. O produto é oferecido nos acabamentos brilhante e acetinado.

Embalagens: Galão 3,,6 litros / Litro 0,900 ml

Rendimento: Aprox. 50m2/demão (3,6L)

Secagem entre demãos: 8 horas

5.9) Verniz

É indicado para aplicação em superfícies internas e externas de concreto aparente, fi brocimento e paredes pintadas com tintas PVA ou Acrílicas, proporcionando proteção, impermeabilização e realce do aspecto natural.

Embalagens: Galão 3,6 litros / Litro 0,900ml

Rendimento: Aprox. 50m2/demão (3,6L)

Secagem entre demãos: 12 horas

5.10) Tinta acrílica externa (piso)

É uma tinta acrílica especial de acabamento fosco, indicada para pintura e repintura de pisos cimentados e pisos cerâmicos de acabamento fosco, tanto em áreas externas como internas. É indicado para áreas de lazer, escadas, varandas, quadras poliesportivas e outras superfícies de concreto rústico, liso ou ainda para repintura. É um produto de fácil aplicação e secagem rápida, permitindo boa cobertura, aderência, bom alastramento, ótima resistência às intempéries e ao tráfego de pessoas e de carros.

Embalagens: Lata 18,0 litros / Galão 3,6 litros

Rendimento: Aprox. 300m2/demão (18L)

Secagem entre demãos: 4 horas

5.10) Tinta epóxi Parede

É um esmalte catalisável de alto brilho que proporciona excelente dureza, resistência a umidade, a abrasão e uma ótima aderência. Indicado para pinturas internas e externas de reboco, concreto, banheiros e cozinhas, azulejos, pisos, superfícies metálicas e madeiras não resinosas. Permite uma menor aderência a sujeira facilitando a limpeza.

Obs: Quando pigmentado indicado somente para áreas internas e o produto deverá ser consumido em no máximo 180 dias.

Embalagens: Galão 3,6 litros

Rendimento: Aprox. 50m2/demão (3,6L)

Secagem entre demãos: 4 horas

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